Saiba como o ESG vem mudando a dinâmica no mundo dos negócios

De grandes empresas às startups, players de diferentes segmentos passam a inovar segundo as novas regras ambientais, sociais e de governança

Durante a pandemia, temas que antes estavam restritos a um pequeno grupo de pessoas, como bem-estar mental e equidade de gênero, ganharam voz na mesa de discussão de toda a sociedade. 

A sustentabilidade também é um assunto cada vez mais debatido, sobretudo no mercado financeiro. Entretanto, essa e as demais pautas surgiram em um contexto mais amplo. Para ser mais específico, resumidas na sigla ESG (Environment, Social and Governance – na tradução, Ambiental, Social e Governança Corporativa).

Bastante avançada em regiões e países desenvolvidos, como a Europa e os Estados Unidos, o ESG vai muito além de aspectos ambientais diretos de uma companhia pois avalia, por exemplo, o trabalho realizado na cadeia de fornecedores, a política de tratamento com os funcionários e a atuação para conter eventuais casos de corrupção.

Mas, falando especificamente do ‘E’ que integra o acrônimo, a tarefa da empresa-mãe na fabricação de produtos, no descarte de materiais, no uso excessivo de água e na emissão de gases de efeito estufa se tornou relevante na análise de políticas de investimento e concessão de crédito por investidores e gestores globais.

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Para Larry Fink, CEO da BlackRock, a maior gestora de ativos do mundo, com mais de US$ 10 trilhões sob gestão, uma empresa deve criar valor e ser valorizada por toda a comunidade interessada (os stakeholders) no mundo interconectado atual. Assim, seu objetivo deve ser oferecer ganhos de longo prazo aos acionistas. 

“Nunca foi tão essencial que os CEOs tivessem uma voz consistente, um propósito claro, uma estratégia coerente e uma visão de longo prazo. O objetivo da sua empresa é definir seu rumo neste ambiente turbulento”, disse Fink em janeiro, em um dos trechos da sua tradicional carta anual enviada aos investidores e às empresas que são parte do portfólio da BlackRock.

Consumidor ganha influência

Com um poder de decisão e mobilização nunca visto antes, o consumidor é o foco e uma das principais razões dessa constante mudança. No início de 2020, uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) já mostrava que quatro em cada dez brasileiros (40%) haviam boicotado uma marca ou empresa por testes ou maus-tratos a animais.

Já no início de fevereiro deste ano, a pesquisa FATitudes, da Cargill, multinacional americana produtora de alimentos, também reflete essa preocupação do consumidor ao redor do mundo. 

Realizado junto a 6 mil clientes de supermercados brasileiros e de outros 10 países (como Alemanha, Estados Unidos, China, França, Índia e México), o levantamento mostrou que 55% dos consumidores que estão mais propensos a comprar um alimento embalado, incluindo batatas fritas e biscoitos, se identificam com uma ação de sustentabilidade – aumento de 4 pontos percentuais sobre a última edição da pesquisa.

Já entre os brasileiros,  o crescimento foi de 13 pontos percentuais na comparação com as pesquisas de 2019 e 2021, chegando ao número de 74% dos entrevistados no país.

Foodtechs, Agtechs e veículos elétricos

Como resposta ao movimento por mudança, empreendedores apostam cada vez mais em empresas sustentáveis do ponto de vista ambiental. Muito antes de virar moda, o empresário Elon Musk tirou do papel a Tesla, fabricante de veículos elétricos, em 2008. No momento, a empresa também trabalha com energias renováveis e solar.

Hoje, companhias como Volkswagen, Toyota e General Motors já têm seus carros elétricos e investem bilhões de dólares por ano para produzir máquinas que não usam combustível fóssil como energia. 

Em outubro de 2021, outra gigante, a Ford, anunciou investimentos de US$ 11,4 bilhões na construção de 4 fábricas para a produção de veículos elétricos. Até 2030, a ideia é que esses veículos representem 50% das vendas da montadora no mundo.

O tema da sustentabilidade também ganhou destaque no setor de venture capital. Alguns exemplos em território brasileiro são as foodtechs Liv Up, de alimentação saudável, e Fazenda Futuro e NotCo (chilena), que produzem alimentos à base de plantas. 

Além disso, as agtechs (as empresas de tecnologia do agronegócio) como Solinftec e Climate FieldView, ambas de agricultura digital, e AgroSmart, que trabalha com dados e mapeamento das lavouras por satélite, também têm feito a diferença ao evitar o desperdício de recursos hídricos, otimizar o uso de fertilizantes e demais insumos ou conter perdas em plantações em decorrência de mudanças climáticas. Assim, o desenvolvimento de novas soluções começa, aos poucos, a responder às demandas da sociedade.

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