“Queremos ser a primeira business helper do país”, afirma CEO da VCRP

O Grupo VCRP Brasil completa 4 anos com mais de 115 clientes, 9 unicórnios e tecnologia aplicada a serviços de comunicação e mensuração de resultados. Veja os detalhes da conversa com Vinícius Cordoni

Criar um negócio do zero leva tempo, requer paciência e exige muita vontade por parte dos empreendedores. Além disso, para ter sucesso, vale avaliar o mercado e observar quais são suas necessidades, e, sobretudo, as oportunidades. Esse foi o cenário estabelecido à época para a criação da Vinícius Cordoni Relações Públicas, em 2018, que hoje se tornou um grupo de comunicação com três frentes principais de negócio –  a VCRP Press, o VCRP Studio, e a VCRP Tech – e três novas sócias: Ludmilla Amaral, Paula Bezerra e Renata Victal.

Neste mês de junho, o Grupo VCRP Brasil comemora 4 anos com verticais que vão muito além de PR: digital, conteúdo e até um banco que financia projetos no setor de comunicação são alguns dos serviços oferecidos tanto para startups, como para empresas consolidadas. O negócio saiu de 10 clientes em seis meses, para as atuais 115 companhias no portfólio, entre 9 unicórnios e players de peso. 

Não é pouco. “A primeira dificuldade é que, no começo, as pessoas sabiam que o Vini era muito bom. Mas tinham dúvidas se a agência do Vini poderia prosperar. Precisei mostrar que havia uma equipe por trás, não era só eu”, conta o CEO Vinícius Cordoni, ao relembrar os primeiros passos dessa jornada.

Nesta entrevista, o executivo avalia a trajetória, conta como contornou as barreiras no meio do caminho, explica quais as dicas para a construção de marca e oferece spoilers a respeito dos próximos passos. Confira!

Como surgiu a ideia de empreender e o início da VCRP?

Antes da VCRP, fui head de PR do Banco Neon e da Evino, e atendi contas como Nubank, Gympass e Guaraná Antarctica. Não teve uma ideia para empreender. Existe o empreendedorismo em que você vê uma dor no mercado, aquele de oportunidade e um terceiro por necessidade. 

A gente está vivendo um momento não digo que parecido, mas a VCRP é fruto de um layoff. Eu trabalhava em uma empresa que levou cerca de 7 meses para estruturar um time de branding, e, após esse período, 100 pessoas foram desligadas. 

Mas não tinha a pretensão de ter um negócio. A ideia era voltar para o mercado. Foi então que o Paulo Marchetti, então CFO da ComparaOnline para a América Latina, disse: ‘Quero você do meu lado, mas não como colaborador. Posso te ajudar e mostrar que o mercado precisa de uma pessoa como a sua característica empreendendo’. A partir daí, fiz um post no LinkedIn explicando que não tinha mais a intenção de trabalhar em empresas, mas buscava clientes.

As coisas caminharam bem rápido. Em dois meses, tínhamos 4 clientes. Em seis meses, eram 10. A minha tese é que existia espaço mesmo em um mercado consolidado para criar uma coisa totalmente diferente. Era muito no ‘gogó’, no pitch. O primeiro site que desenhei foi no Wix. Mas sempre fui executor, fui para cima e dei as caras. 

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Pode falar sobre as dificuldades no meio do caminho?

A primeira dificuldade é que, no começo, as pessoas sabiam que o Vini era muito bom. Mas tinham dúvidas se a agência do Vini poderia prosperar. Precisei mostrar que havia uma equipe por trás, não era só eu.

Outra barreira é que grandes marcas não aprovam agências com pouco tempo de criação por questões de compliance. Passamos a trazer mais clientes, investir no time e também na cultura. Vi que precisava de colaboradores com mais senioridade e expertise. Isso culminou nas chegadas de Renata Vital, sócia e CEO da VCRP Tech, Karina Rossi e Laura Sanders, para mencionar alguns nomes. 

A chegada da Ludmilla Amaral, CEO da VCRP Press e COO do grupo VCRP Brasil, trouxe uma bagagem muito forte em cultura, uma expertise que eu não tinha. Busquei alguém que fosse melhor do que eu em PR, para que pudesse focar na parte de criação. A Paula Bezerra, CEO e sócia do VCRP Studio, também foi fundamental neste processo, assim como a Renata Victal, CEO e sócia da VCRP Tech, foi essencial para o desenvolvimento da frente digital.

E quais dicas você oferece para uma construção de marca eficiente?

Com a polarização das redes sociais, as movimentações no Linkedin e de colaboradores, a primeira dica é que a mentira de uma marca é facilmente exposta. Em alguns casos, as marcas querem passar algo que não são. Você começa a entender uma empresa quando ela realmente fala o que pensa, e isso começa de dentro para fora.

Toda marca que conversa com a gente tem um benchmark, o que é muito positivo. O erro é se comparar com cases de grandes empresas para obter resultados. É preciso entender que o momento daquela grande corporação é outro. As marcas precisam de autenticidade.

Outra coisa é que investir em PR e comunicação não é algo temporário, mas permanente. Muitas fazem esse trabalho por um período curto e interrompem a trajetória no meio do caminho. Como resultado, você tem que começar do zero. É como um carro: para chegar ao destino ele precisa sempre estar em movimento.

Desde o surgimento, a VCRP e seus sócios têm uma mentalidade de atuar em diferentes áreas, como marketing digital e conteúdo, além de PR. Mais recentemente, a empresa anunciou o VCRP Bank, banco que empresta recursos para investimentos em comunicação e mídia. No fim do dia, qual a estratégia?

Queremos ser o primeiro “business helper do Brasil” com foco em comunicação. E o que é comunicação? É só assessoria ou conteúdo? Não. É o VCRP Lounge, é ter uma plataforma na qual eu coloco os CEOs para conversar, é ter um braço de equity para mídia.

Eu posso ter o objetivo de fazer M&As com empresas que oferecem bons serviços de RH e gestão, por exemplo. Estamos dando crédito para empresas. Tudo isso nada tem a ver com comunicação.

Queremos ter vários canais de mídia com o foco na comunicação, branding e reputação. Vamos fechar tudo o que o empreendedor precisa na VCRP. Parece ambicioso e diferente, mas estamos caminhando muito para isso.

Levou um tempo até o grupo abrir vagas de estágios. Mas isso finalmente foi anunciado neste mês de junho. Por que é importante formar em casa bons profissionais?

Nós atendemos de startups em fase de scale-up àquelas que estão buscando uma Série A, passando por companhias grandes e consolidadas, como Sinqia, Banco Original e Visa, e sabemos que essas marcas exigem senioridade nas entregas. Nós temos a visão de que as universidades não formam assessores de imprensa, é preciso vivência em agência e quilometragem para alcançar níveis de desenvolvimento dentro da nossa área de atuação.

Como agentes de transformação, temos a obrigação de desenvolver novos profissionais, seja para continuar na VCRP ou para conquistar novas experiências em um mercado que está super aquecido. Nós queremos ser a porta de entrada para profissionais que nem sempre conseguem ter essa chance, uma vez que boa parte do mercado exige experiência para pessoas que ainda estão estudando. Como exigir experiência se não proporcionamos oportunidade?

Apesar do nosso rápido crescimento, somos um grupo de quatro anos e precisamos arrumar muitas coisas por aqui antes de assumir a responsabilidade de apoiar o desenvolvimento dos estudantes e proporcionar a eles um local em que realmente possam aprender e crescer. A hora chegou, e estamos muito animados com esse desafio!

A VCRP tem como proposta criar uma cultura de relacionamento humanizada com os colaboradores. De onde vem tal concepção?

Passei por diversas agências e sabemos como é o mercado. Todo semestre sai a famosa “planilha das agências”, com casos de assédio, racismo e homens ganhando mais que mulheres. De modo geral, estamos caminhando para ter uma evolução. Mas o mercado de publicidade ainda é conhecido como um espaço do burnout, em que o cliente manda mensagem meia noite. Não é saudável.

A cultura tem que refletir o que nós somos. Não acredito que para gerir uma empresa seja necessário uma postura 100% séria. O respeito não se conquista impondo coisas ou na forma de se vestir, mas em trazer as pessoas para o seu lado. Os sócios são reais e todas as pessoas também devem ser.

Valeu a pena criar um negócio do zero?

Com certeza. Já tive várias conquistas profissionais que me orgulham, mas nenhuma chega aos pés de ter criado a VCRP. É o meu maior sonho, onde mais dedico tempo e energia da minha vida.

Quando você está em crescimento, muita coisa  pode te tirar do caminho. Muita startup quer trazer para o board. No entanto, o dia de todo mundo tem 24 horas e todos precisam de horas vagas e de lazer. Não abro mão do meu futebol, por exemplo. 

A partir do momento em que você escala, é humanamente impossível ser perfeito. Também estamos longe de sermos a maior agência do Brasil. No caso do home office, é difícil pegar o endereço de todos os colaboradores para saber qual o melhor local de acesso para um escritório. Não conseguimos ser 100%. É tentativa, erro e ajuste.

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