Por que as marcas estão tão interessadas no metaverso?

Companhias buscam diferentes formas de estreitar as conexões com seus consumidores. E o ambiente que mescla as realidades física e virtual demonstra um grande potencial
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Quando em outubro de 2021 o Facebook anunciou que a sua holding passaria a se chamar Meta e a apostar no metaverso, tanto investidores quanto consumidores reagiram com uma certa dose de ceticismo. E com razão. À época, o metaverso dava seus primeiros passos para ganhar projeção nas rodas de discussões de empreendedores e empresas.

Mas o que é, exatamente, o metaverso? Talvez uma das melhores definições seja a do próprio Mark Zuckerberg. “O metaverso é uma visão que abrange diversas companhias – toda uma indústria. Você pode pensar nisso como o sucessor da internet mobile […] Acho que uma grande parte do nosso próximo capítulo é esperançosamente contribuir para estruturá-lo em parceria com muitas outras empresas, criadores de desenvolvedores”, disse ele em entrevista ao site The Verge, em julho.

De lá para cá, muita coisa mudou. Na tentativa de buscar novas formas de conexão com seus consumidores, diferentes negócios observam o tema com atenção. E tanto multinacionais quanto companhias brasileiras, em diversos segmentos, agora vêm apostando nesse novo mundo que mescla as realidades física e virtual em um só ambiente.

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O exemplo mais claro desta tendência talvez seja o do game Fortnite, que pertence à produtora Epic Games. Nos últimos anos, a sua maior sacada foi deixar de ser apenas um espaço de batalha de tiros e disputas entre os jogadores para abrir espaço e se posicionar como uma rede social.

Para uma noção rápida das ações do battle royale da Epic Games, foram fechadas parcerias com companhias como Coca-Cola, Lego e Sony, com a NFL (liga de futebol americano), com a Marvel e até junto à franquia de filmes Star Wars. Além de avatares e produtos consumidos pelos players, os shows virtuais também se popularizaram no jogo. Artistas como Travis Scott, Ariana Grande e, mais recentemente, o rapper brasileiro Emicida, já se apresentaram por lá.

Aliás, as empresas do segmento da moda oferecem cada vez mais produtos e itens colecionáveis para personagens de jogos. Neste sentido, a Nike é um ótimo case de sucesso. Em dezembro, a fabricante americana de produtos esportivos anunciou a aquisição da RTFKT Studios, companhia focada na produção de calçados virtuais e NFT (tokens não fungíveis) para o universo virtual.

A sua concorrente direta, a adidas, também colocou a temática em prática. Em colaboração com a coleção de NFTs Bored Ape Yacht Club (BAYC), a produtora de quadrinhos Punks Comic e a empresa de cripto Gmoney, a adidas faturou mais de R$ 250 milhões com a venda de NFTs.

Para os menos familiarizados com o assunto, vale uma rápida explicação: os NFTs ou tokens não fungíveis são itens produzidos por meio da tecnologia blockchain, que garante que determinado item, seja uma obra de arte virtual ou skin de um personagem em jogos, é único no mercado.

Muito associados às obras de artes virtuais, os NFTs atraem cada vez mais personalidades. Essas peças chegam a ser vendidas por milhares de dólares e, como vantagem, podem disponibilizar acesso exclusivo para festas e eventos privados.

Enquanto a poderosa indústria de games faturou R$ 175,8 bilhões em 2021, segundo dados da consultoria Newzoo, a plataforma DappRadar avalia que a comercialização dos tokens não fungíveis tenha alcançado US$ 24,9 bilhões no mesmo período – bastante para um mercado que está só no início.

As vantagens para ter acesso a locais exclusivos têm atraído muitas personalidades. Em janeiro, o jogador do Paris Saint Germain e da seleção brasileira Neymar desembolsou US$ 1,1 milhão por duas obras de NFTs da BAYC.

O cantor canadense Justin Bieber pagou US$ 1,3 milhão em artigos da mesma Bored Ape Yacht Club. Por sua vez, o rapper Snoop Dogg vai ainda mais longe: ele possui uma coleção avaliada em US$ 19,3 milhões.

Ao que tudo indica, essa nova realidade está apenas dando os seus primeiros passos.

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