“O Open Finance é fundamental para a nova era da tecnologia financeira no Brasil”, diz CEO da Klavi

Em entrevista ao Blog da VCRP Brasil, Bruno Chan fala sobre o Open Banking, o uso de dados pelas empresas e as expectativas para o restante de 2022

Durante a pandemia de Covid-19, diversos aspectos das relações entre empresas e consumidores foram completamente modificados. Por um lado, muitos players buscaram a adaptação ao novo momento de interação à distância. Por outro, modelos de negócios inovadores despontaram com o objetivo de atender às novas demandas.

No setor de inovação, os dois últimos anos foram bastante positivos, com um volume de investimentos de US$ 3,55 bilhões e US$ 9,43 bilhões para as startups em 2020 e 2021, respectivamente. Segundo dados da plataforma Distrito, desse total, 43% (US$ 5,6 bilhões) dos recursos tiveram como destino as fintechs.

Com o reforço no caixa, plataformas de crédito, bancos digitais, corretoras de valores e empresas de antecipação de recebíveis passaram a pipocar no mercado. Para aproveitar o momento em prol dos consumidores, o Banco Central anunciou, no início do último ano, a chegada do Open Banking – ambiente em que os clientes podem utilizar informações pessoais para ter acesso a melhores produtos e serviços.

Mas ainda faltava sanar uma lacuna, que a Klavi, plataforma de Open Banking voltada para clientes do setor financeiro, promete preencher: tornar mais fácil e acessível a portabilidade de dados tanto de pessoas físicas, como para empresas de diferentes portes. Com esta tese, a startup fundada por Bruno Chan e Stone Zheng em 2020 já conta com nomes importantes no captable, como Iporanga Ventures e Parallax Ventures.

Nesta entrevista ao blog da VCRP Brasil, Bruno Chan, CEO da Klavi, fala sobre o Open Banking, o uso de dados pelas empresas e as expectativas para o restante de 2022. Confira:

Como avalia o primeiro ano de Open Banking no Brasil?

Bruno Chan: O primeiro ano de Open Banking foi um sucesso pelo ponto de vista regulatório. Muitos bancos já estão participando das diversas fases e alguns voluntários também. Vimos um volume expressivo de compartilhamento de dados. Apesar disso, poucas empresas estão realmente usando dados com eficiência e ainda não vimos nenhum produto inovador que use dados de Open Banking.

Agora, o sistema ganha um novo status com Open Finance. Quais as oportunidades à vista?

Bruno Chan: Open Finance é mais inclusivo do que Open Banking por se tratar de dados que vão além dos bancos. Afinal, ainda existe uma grande população no Brasil que é desbancarizada. Estamos falando de compartilhamento de dados de outras instituições, de aplicativos de mobilidade e de outras fontes de informações financeiras. Por isso, existem grandes oportunidades de criação de novos produtos usando Open Finance, como crédito para autônomos e inclusão financeira para desbancarizados.

Para as fintechs, 2021 foi um ano de recordes em aportes. Muitas empresas de finanças pessoais e soluções para PMEs surgiram ou chegaram ao Brasil. Como esses players podem usar dados para sanar as dores de seus clientes?

Bruno Chan: O Open Finance oferece uma maneira nova, fácil e segura para as empresas conhecerem melhor seus clientes. Posso dizer que todas as empresas precisam disso, mesmo as que não atuam diretamente com produtos financeiros. Olhando mais de perto, as startups de crédito podem usar dados mais relevantes para sua modelagem de crédito como renda real, data de salário e limites de crédito. O Open Finance é uma infraestrutura fundamental para a nova era da tecnologia financeira no Brasil.

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Entre agosto e dezembro, a Klavi praticamente dobrou o número de clientes, fechando em 2021 com 30 empresas em carteira. De forma geral, quais as expectativas para 2022?

Bruno Chan: Somamos mais de 2 milhões de conexões e já processamos 200 milhões de transações de diversas fontes. Nossa expectativa para 2022 é bastante alta. A partir de agora, com o Open Finance, nosso objetivo é revolucionar a maneira como os serviços financeiros são distribuídos. Temos planos para aumentar o faturamento em mais de 50 vezes e fechar o ano com mais de 100 clientes ativos. 

A Klavi chegou ao mercado em 2020, primeiro ano da pandemia. Quais foram os desafios para estabelecer uma startup em um momento tão complicado para o Brasil e o mundo?

Bruno Chan: Nossa maior dificuldade foi a desaceleração do mercado, especialmente porque estávamos bastante otimistas em relação a Open Finance e diversas empresas estavam buscando soluções como a nossa. Aproveitamos este tempo para melhorarmos muito nosso produto, tecnologia e modelo de negócios. Deu certo e hoje aproveitamos muita coisa que criamos lá atrás.

Nos últimos meses, diversas discussões sobre o metaverso, a Web 3.0 e NFTs tomaram conta do mercado. Como os dados desses diferentes ambientes podem contribuir com a estruturação e crescimento do mercado?

Bruno Chan: Todos os mercados precisam de mais dados. E não só isso: precisam também de dados melhores. As inovações das empresas no Metaverso, na Web 3.0 e em NFTs são bem-vindas, mas passam pela mesma coisa: a necessidade do mercado ter informações sobre os clientes para criar novos jeitos de se relacionar. A Klavi facilita o compartilhamento e uso dos dados de qualquer pessoa com qualquer empresa.

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