O campo vai à Bolsa: empresas de agronegócio começam a entrar na B3

Mesmo representando 21,4% do PIB do Brasil, o agronegócio corresponde a apenas 4% das empresas listadas na bolsa, porém a situação está mudando
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Apesar de o agronegócio ser um dos esteios da economia brasileira e responsável pelo melhor resultado por setor em 2020, as empresas da área representam apenas 3,4% da capitalização total do Ibovespa, mesmo representando 21,4% do PIB. O jogo, porém, está virando. 

Em situação de juros baixos, empresas do campo buscam outras formas de renda, e miram a cidade para isso, mais especificamente a Rua XV de novembro, 275 no centro de São Paulo, sede da B3. 

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A primeira Oferta Pública de Ações (IPO na sigla em inglês) de uma empresa do agronegócio desde 2013 foi a Jalles Machado, que em fevereiro de 2021 captou R$ 741,5 milhões ao entrar no mercado com ações valendo R$ 8,30. O valor ficou abaixo da faixa estimada pelos coordenadores da operação, que ia de 10,35 reais a 12,95 reais. Ainda assim, a demanda foi 2,5 vezes maior do que a oferta, encerrando seu primeiro pregão com alta de 8,92%, e ações cotadas a R$ 9,04.

O resultado positivo fez com que a Jalles Machado mantivesse o plano inicial de IPO da empresa, que era comprar uma terceira unidade industrial e investir no aumento da produção de cana-de-açúcar nas duas usinas atuais, ambas em Goiás.

Chuva de IPO 

A Jalles Machado foi apenas a segunda empresa de Goiás listada na B3 e em pouco tempo ganhou uma parceria: a Boa Safra, que também entrou no mercado acionário em 2021.

A entrada da maior produtora de grãos de soja no Brasil na B3 é um desejo antigo da empresa, fundada em 2009. O foco em ingressar na bolsa de valores de São Paulo era tão grande que a empresa tem seus balanços auditados desde 2016 pela consultoria KPMG.

Já em abril de 2021, o IPO da Boa Safra movimentou R$ 459,9 milhões, e uma valorização de 46,46%, com ativos custando R$ 14,50.

Porém o grande IPO do ano na B3 – em todos os setores – foi a Raízen, companhia criada em 2011, a partir da união de negócios entre Shell (50%) e Cosan (50%). A empresa atua na produção, trading e comércio de açúcar e etanol, além de cogeração de energia por meio do bagaço de cana-de-açúcar em suas 26 usinas localizadas na região Centro-Sul do Brasil.

A expectativa era grande, pois analistas veem a Raízen com bons olhos por conta de seu método produtivo, já que a geração de energia por bagaço de cana faz com que a empresa não precise escolher entre produzir combustível ou alimento – o que também é favorável à pauta ESG. 

E o resultado não poderia ser outro: a Raízen angariou R$ 6,9 bilhões na sua oferta inicial de ações, mesmo vendendo ações no preço piso definido, R$ 7,40.

IPOs que estão por vir

Para além das empresas que já entraram no mercado, há uma fila de outras companhias ligadas ao agronegócio que buscam diversificar suas fontes de renda. É o caso da Vittia que já está com IPO engatilhado e faixa de preço das ações definido: R$ 8,60 a R$ 10,30.

A empresa que produz insumos agrícolas tinha planejado realizar seu IPO em abril deste ano, mas desistiu do processo no dia da precificação das ações por não querer reduzir o valor dos ativos. A expectativa é qua Vittia movimente cerca de R$ 400 milhões.

Outra oferta inicial de ações que foi adiada, mas que já está com registro na Comissão de Valores Imobiliários (CVM), é a da São Salvador, empresa de alimentos responsável pela marca Super Frango.

A oferta estava marcada para acontecer no primeiro semestre deste ano, mas a empresa resolveu esperar “para buscar melhor entendimento dos investidores em relação ao valor da empresa.” A companhia, cujo faturamento anual soma nada menos que R$ 2 bilhões, espera movimentar um montante entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão.

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