Nubank é Davi ou Golias? Por que não os dois?

Foto Nubank
Banco digital brasileiro figura entre as empresas mais influentes em 2021; entenda
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Vocês já devem ter visto que a Time –revista norte-americana super prestigiada e dona de algumas das capas mais icônicas do segmento– divulgou a sua lista de empresas mais influentes para o ano de 2021. 

Ali, consta uma única companhia brasileira, o Nubank, que divide a categoria “Líderes” com gigantes como Nike, Pfizer, Mercado Livre, Apple, NBA e Mastercard. Um feito e tanto para o banco digital comandado agora por Cristina Junqueira.

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“O sistema bancário do Brasil há muito enfrenta críticas de serviços ruins, longos tempos de espera, burocracia labiríntica e taxas altas. Isso, junto com a prevalência do trabalho informal, ajuda a explicar por que cerca de 45 milhões dos 210 milhões de brasileiros não têm conta bancária, tornando quase impossível para eles acesso a crédito ou um meio de poupança”, escreveu a repórter Ciara Nugent.

“Nubank, a maior fintech da América Latina, está ajudando milhões de pessoas a pular barreiras, oferecendo uma variedade de serviços financeiros por meio de seu aplicativo para smartphone. Desde o início da pandemia, a base de clientes da empresa no Brasil mais do que dobrou, alcançando 35 milhões.”

São cerca de 625 caracteres que dão um bom overview sobre o estado do segmento no país durante as últimas décadas e consagram a empresa roxa, então Davi, como um símbolo das mudanças que começaram a ocorrer por aqui. O que é inegável.

As outras classificações presentes na matéria são: “Pioneiras”, “Inovadoras”, “Titãs” e “Disruptoras”. Pensou o mesmo que eu? O Nubank se encaixa, pelo menos a nível nacional, em outras três dessas categorias. E não está muito longe, no que diz respeito à base de clientes, de um status titânico.

Mas o que isso quer dizer sobre o sistema bancário nacional? Primeiramente, e como já sabemos há anos, as críticas citadas por Nugent são fruto de um problema estrutural. Um país que possui concentração bancária superior a 80% dificilmente vai oferecer bons serviços aos consumidores (não vou nem abrir a Caixa de Pandora dos spreads).

Pesava também a falta de engajamento do Estado no tema. E aqui não estou falando necessariamente de qualquer tipo intervenção no mercado, e sim de uma agenda proativa que estimulasse a competição entre os players estabelecidos e a entrada de concorrentes menores.

Em 2021, é possível ver que grandes mudanças nesse sentido vêm ocorrendo. Iniciativas públicas como o Pix, ou privadas como o Whatsapp Pay, aumentam e muito, por exemplo, o potencial de circulação de dinheiro entre as pessoas.

Já no campo da oferta de serviços, o Open Banking tem tudo para, na pior das hipóteses, democratizar pelo menos o acesso ao crédito no país. Se, por outro lado, a prática do conjunto de regras for tão promissora quanto a teoria, poderemos assistir à chegada diversos novos players no mercado.

O que nos traz de volta ao Nubank. Quando a fintech ainda era um novo player, ali por 2013, 2014, o cenário descrito acima parecia muito mais imutável do que é hoje. Mas mudou. E com a ajuda de outras empresas como Stone, C6, PagSeguro, Neon, XP Investimentos…

Algumas delas, inclusive, já listadas em bolsa e reportando resultados exorbitantes. Talvez essas sejam as últimas barreiras para o próprio Nubank, agora Golias, o IPO e o lucro. A Reuters até chegou a noticiar que a fintech estava iniciando um processo de abertura de capital em Wall Street, mas, por enquanto, a empresa nega.

O fato é que essa escalada precisa continuar servindo, e agora falo como empreendedor, como um grande impulso para quem está começando uma empresa agora. Se no setor bancário, que era cercado de certezas, foi possível avançar, isso só reforça o quanto boas ideias, mesmo que extremamente simples, ainda têm espaço por aqui.

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