NFTs: como funciona o mercado de tokens não-fungíveis?

Nos últimos anos, os NFTs se tornaram conhecidos pelas negociações de obras de artes digitais envolvendo famosos. Entenda o que as marcas visam com o movimento

Quando as NFTs começaram a se popularizar e ganhar força, ainda em 2020, poucas pessoas conheciam os detalhes de funcionamento do mercado. Foi a partir da adesão de novos investidores e personalidades, na onda do crescimento das criptomoedas e também do surgimento do metaverso, que os non-fungible tokens (NFTs) passaram a ser a bola da vez.

Antes de mais nada, é preciso explicar que os tokens não-fungíveis são itens únicos que não podem ser substituídos. Um bom exemplo de artigo fungível é o dinheiro fiduciário – uma moeda como dólar ou real pode ser trocada por outra da mesma espécie, ao passo que uma pintura de Van Gogh, não.

No caso das NFTs, o que garante essa singularidade é o seu registro em blockchain, tecnologia que funciona como enorme banco de dados que contém todas as movimentações de determinado produto. Essa tecnologia também é empregada para rastrear as operações no mercado de criptoativos, em moedas como bitcoin e ethereum.

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Por que as marcas estão tão interessadas no metaverso?

Atualmente, as NFTs estão muito associadas às obras de arte digitais. Como benefícios, tais obras oferecem passe-livre para eventos e festas exclusivas no mundo real, o que vem atraindo nomes conhecidos da música e do esporte. Mas os tokens também podem aparecer como objetos raros em games ou até mesmo em aplicativos.

Em 2021, o rapper Snoop Dogg afirmou ser dono de uma coleção de arte com mais de 100 NFTs, avaliada por nada menos que US$ 19,3 milhões (R$ 96,5 milhões). Já em janeiro deste ano, foi a vez de Neymar, jogador do Paris Saint Germain, desembolsar US$ 1,1 milhão (R$ 6 milhões) por duas artes da Bored Ape Yacht Club (BAYC), uma das mais famosas coleções do mundo (lembra dos macaquinhos que inundaram a internet? Pois então).

 A NFT de Neymar faz parte da coleção Bored Ape Yacht Club (Crédito imagem: Yuga Labs/Reprodução Twitter)

Mas qual a direção dos tokens no mercado?

Apesar de ser apreciada entre celebridades – a lista quase infinita inclui, ainda, o rapper Jay-Z e seus bonecos da série CryptoPunks, ou a tenista Serena Williams e até mesmo o astro pop Justin Bieber -, as NFTs não estão restritas aos famosos.

De acordo com dados da consultoria DappRaddar, que monitora as negociações do segmento, no último ano as vendas dos tokens não-fungíveis passaram de US$ 94,5 milhões, em 2020, para US$ 24,9 bilhões – um crescimento colossal em um curto espaço de tempo.

Talvez a melhor compreensão sobre o significado das NFTs seja a exposição a um novo mercado. Com a presença em diferentes canais, marcas conhecidas pegam carona na popularização do tema. Outras, mais novas, conseguem interagir de diferentes formas com os consumidores.

Aliás, há alguns exemplos práticos desse movimento. No último ano, a Disney desenvolveu uma coleção de 800 peças que representam artigos físicos dos filmes Star Wars. Já a franquia de futebol dos Estados Unidos, a NFL, tornou totalmente digitais os ingressos para o Super Bowl por meio de NFTs colecionáveis.

Recentemente, foi a vez do Spotify anunciar que está testando um projeto para permitir que artistas possam promover suas NFTs diretamente nos perfis do aplicativo de áudio. A ideia é viabilizar a visualização e compra das obras em marketplaces externos pelos usuários. Isso tudo sem falar nos movimentos de marcas de moda como Nike, Adidas e Dolce & Gabbana.

No entanto, neste momento diversas dúvidas pairam no ar. O site NonFungible mostra que, nos últimos 12 meses encerrados até 24 de maio, o número de negociações diárias de tokens alcançou o pico de 224.768 em setembro. De lá para cá, porém, vem em queda e está na casa dos 24 mil.

Com o excesso de projetos desenvolvidos nos últimos dois anos, analistas argumentam que é natural uma seleção das propostas mais interessantes, enquanto outras, menos inovadoras, podem sair de cena. É esperar para ver se o processo de maturação do mercado já começou.

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