Metaverso e a nova relação com consumidores

Os próximos passos rumo à revolução da experiência digital já começaram. O metaverso promete tornar a relação entre o mundo digital e o físico ainda mais natural e, ao mesmo tempo, moldar o modo como consumimos
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O que acontece no metaverso, fica no metaverso? Quando analisamos os dados e pesquisas recentes sobre o assunto, a resposta clara é: não. Se colocarmos uma lupa só no Brasil, segundo estudo “Radiografia do Shopper Brasileiro” encomendado pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), 49% dos consumidores estão dispostos a comprar no ambiente digital. Além disso, 51% afirmaram que comprariam mais online através de plataformas imersivas.

Mundialmente, ainda que seja considerada uma “tecnologia emergente”, a tendência é que o metaverso se torne um dos principais canais de venda globais. O estudo Metaverse Hype divulgado pelo instituto Gartner mostra que até 2026, 25% da população mundial passará pelo menos uma hora na realidade virtual.

Se hoje as redes sociais já se tornaram parte fundamental dos canais de venda de empresas dos mais diversos segmentos, o metaverso vem seguido o modelo. Contudo, diferente dos anteriores, pretende refletir o mundo físico no virtual, abrindo uma gama de novas possibilidades, tanto para organizações, quanto para consumidores.

Percepção do público sobre o metaverso

Em junho deste ano, a consultoria McKinsey entrevistou 1000 consumidores entre 13 e 70 anos e o resultado foi surpreendente. Os dados mostram que as gerações Z, Millennials e X não só conhecem mas desejam passar de quatro a cinco horas em ambientes imersivos. Achar que o espaço digital é desconhecido é um mito, e mostra que a maioria dos entrevistados o considera como “a internet do futuro”.

Além disso, 55% dos entrevistados já ouviram falar de algum ambiente imersivo como o Decentraland, e de jogos como Fortnite e Minecraft.

Com o conhecimento do consumidor e a migração de players do esporte, entretenimento e até do setor imobiliário, é uma questão de tempo para que o metaverso se torne parte da estratégia omnichannel da indústria.

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Paixão nacional

No caso do futebol, a tokenização e os NFTs são parte fundamental das novas oportunidades de negócios para os clubes. Um bom exemplo foi mostrado Real Madrid e Barcelona, que apesar de rivais no gramado, registraram em conjunto uma série de NFTs e criptomoedas. A lista de itens comercializados pelos clubes dentro dos espaços virtuais em blockchain, vão desde jogos em VR (Realidade Virtual), até roupas e acessórios.

Já existem projetos para que os usuários assistam os jogos dentro do metaverso, de maneira imersiva, tendo a primeira transmissão acontecido em maio durante o jogo do Milan e do Fiorentina. O jogo foi transmitido – ainda que para um público pequeno do Oriente Médio – na “Sala da Série A” do metaverso “Nemesis”.

Quando trazemos essa tendência para o Brasil (7º mercado global de criptomoedas e o 1º na América Latina, segundo relatório Global Crypto Adoption Index) entendemos porque clubes daqui têm investido tanto nessa área. Times como São Paulo, Flamengo, Corinthians, Atlético-MG, dentre outros possuem os “Fan Tokens”, que permitem participar de decisões dos times e concorrer a prêmios exclusivos.

Fora do gramado, outros esportes também têm se adiantado à tendência, como a principal liga de basquete dos EUA. A NBA House transformou-se em uma experiência imersiva, com eventos, jogos e lojas on-line, com um banco de dados de mais de 200 mil cadastrados. Os ringues também estão presentes no metaverso, tanto que em janeiro deste ano aconteceu o primeiro combate de boxe, e eventos do UFC já estão sendo organizados no mundo virtual.

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O futuro será imersivo

Os metaversos estão se multiplicando de modo acelerado e caminhando para se tornarem no que hoje, as redes sociais são. Ainda não existe um consenso sobre o futuro desta tecnologia, mas o que se espera dela é a democratização do consumo.

As limitações geográficas e físicas do mundo poderão ser “quebradas”, trazendo consumidores periféricos ao centro desses universos. Ainda existem barreiras a serem transpassadas, como internet de qualidade para as regiões mais afastadas, processadores que permitam o acesso ao metaverso de modo mais rápido e o barateamento no valor de alguns hardwares, como o óculos de realidade aumentada.

Ainda assim, estamos apenas olhando para o início de uma revolução, não apenas tecnológica, mas no modo como nos relacionamos, nos divertimos, investimos e claro, consumimos tudo isso.

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