Go green or go home: a importância do ESG para as empresas

Investidores seguem preocupados, e por motivos óbvios, com a qualidade dos dados relacionados ao crescimento do segmento ESG
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Larry Fink, CEO da BlackRock, parece estar pronto para a mudança. Em carta enviada aos acionistas da companhia no dia 7 de abril, ele diz que é preciso compelir empresas públicas e privadas a divulgar, com a mesma consistência, indicadores de sustentabilidade ligados aos seus negócios.

“Se grandes empresas privadas não forem submetidas ao mesmo nível de vigilância que as empresas públicas, criaremos um incentivo não intencional para transferir emissões intensas de carbono a mercados com menos transparência e, muitas vezes, menos regulamentação”, escreveu Fink e reportou a Investing.com. 

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E não se trata de um pedido qualquer. O executivo comanda ‘apenas’ a maior gestora de ativos do mundo, com cerca US$ 8,7 trilhões sob gestão, e vêm falando, cada vez mais abertamente, sobre a necessidade do desenvolvimento de políticas ESG em grandes corporações.

(Como já devem saber, mas não custa repetir, a sigla significa: environmental, social and corporate governance ou governança ambiental, social e corporativa. Três fatores que juntos formam uma métrica capaz de avaliar a aderência de empresas a processos menos danosos ao ambiente, às pessoas e à própria companhia, sem que isso prejudique a sua lucratividade.)

Fink não soltou, obviamente, palavras ao vento. A mensagem vem num momento em que se discute um novo marco regulatório na União Europeia sobre o tema. Com as mudanças, gestoras que operam fundos na UE, como a própria BlackRock, terão que divulgar mais informações de ESG sobre as companhias que compõem os seus produtos.

O que não deveria ser um problema, certo? Pois é. Uma matéria do Wall Street Journal dá o seguinte exemplo sobre o imbróglio causado: Um fundo do banco de investimento Barings, criado na Irlanda, tem ações da empresa americana Inspire Brands, dona de marcas como Buffalo Wild Wings, Dunkin’ Donuts e Arby’s. Até aí, tudo ok.

O grande problema é que a Inspire não tem capital aberto, ou seja, não é obrigada a divulgar boa parte dos seus dados. Mas, com a nova legislação do Velho Continente, o fundo que é seu acionista terá que revelar um nível de dados sobre a companhia que nem a própria mostra ao mercado.

Para quem vê de fora, espera-se que este arrocho proporcione, além de um mal estar inicial, mais mudanças na direção certa. O governo Biden e a Securities and Exchange Commission (SEC), a CVM americana, também já demonstraram interesse em endurecer estas políticas. Isso sem contar, é claro, com os próprios investidores.

No final de 2020, a BlackRock já havia reiterado que o mercado tinha grandes expectativas em relação ao tema para 2021, como mostram os resultados de sua Pesquisa Global de Investimento Sustentável, realizada com 425 investidores de 27 países e com US$ 25 trilhões em ativos sob gestão.

Os gestores consultados afirmaram que planejam dobrar sua alocação em ativos ESG nos próximos cinco anos, e te garanto que não é conta de padaria. O JPMorgan Chase estima que pelo menos US$ 7,2 trilhões já estejam alocados em ativos do gênero, sendo que 80% desse dinheiro está na Europa.

Apesar do avanço, o exemplo da Inspired nos remete a outro grande problema, esse contemplado na pesquisa. Investidores seguem preocupados, e por motivos óbvios, com a qualidade dos dados relacionados ao crescimento do segmento ESG. Algo que está melhorando, mas ainda requer trabalho.

Nessa linha, mais da metade, 53% para ser preciso, dos entrevistados ouvidos pela BlackRock citaram preocupações sobre a “baixa qualidade ou disponibilidade de dados e análises ESG” como sua maior barreira para a adoção de investimentos sustentáveis. Ou seja, não é só parecer ser limpo…

Por aqui, enquanto a esfera pública não tem demonstrado nenhum compromisso com a limpeza, várias empresas já entenderam o recado. Também em dezembro de 2020, a XP divulgou um relatório com tendências ESG para este ano e até mesmo ações bem posicionadas em relação ao tema.

Não pretendo fazer nenhuma recomendação de compra de ativos para vocês, mas, assim como Fink, sugiro que não percam o trem da mudança.

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