Games: o que está por trás dos investimentos das empresas no segmento de jogos

Faturamento global da indústria cresceu mais de 23%, para US$ 177,8 bi em 2020. Setor ficou marcado pela forte profissionalização em anos recentes
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Mesmo antes da pandemia e do isolamento social incentivarem a interação à distância, o mercado de games já registrava taxas de crescimento de destaque. Impulsionado pelas novas tendências tecnológicas, dispositivos que rodam jogos em altíssima qualidade e conexões de internet mais velozes, o segmento vem ganhando cada vez mais espaço na economia mundial.

De acordo com dados da consultoria especializada Newzoo, o universo dos games movimentou US$ 138,5 bilhões em 2018. Um ano depois, o faturamento do setor alcançava US$ 144,4 bilhões. Apesar de relevante, os números no ano pré-pandemia representaram um pequeno avanço na comparação anual, de 4,25%.

No entanto, o nicho não se tornou bilionário por acaso. Alguns fatores explicam a sua relevância e ajudam a entender a perspectiva positiva para o futuro. Se os jogos viveram um ‘boom’ nos anos 1990, com o lançamento de consoles como Super Nintendo e Playstation I e do portátil Game Boy, os anos 2000 não foram diferentes.

No início do século XXI, os desenvolvedores começaram a aplicar melhorias visuais e de jogabilidade a partir de novos de dispositivos e computadores, que, somados à evolução da internet, geraram infinitas possibilidades de diversão. 

Mais recentemente, os jogos mobile e a figura dos influencers são tidos como os responsáveis por colocar o mercado em outro patamar.  Para se ter ideia, os números da Newzoo mostram que a economia de games faturou US$ 177,8 bilhões e US$ 175,8 bilhões, em 2020 e 2021, respectivamente. Por sua vez, os jogos em smartphones representaram 45% da fatia desse bolo (nada menos do que US$ 79 bilhões).

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Os dados colocam o mercado asiático na liderança mundial, com 50% do total e cifras na casa dos US$ 88,2 bilhões. Na sequência do ranking, surge América do Norte, que detém 24% e faturamento de US$ 42,6 bilhões. Com US$ 7,2 bilhões anuais, a América Latina representa pouco mais de 4% do setor, o que indica uma grande avenida de crescimento.

Times de eSports

Em meio a números colossais, grandes companhias de setores diversos passaram a investir pesado em times de eSports. Um exemplo é o patrocínio do Banco do Brasil à W7M Esports, equipe que disputa competições em games como Fifa e Rainbow Six Siege, ou patrocínio do Itaú ao LOUD, time com um dos maiores engajamentos nas redes sociais.

“A partir do momento em que a equipe consegue bastante engajamento e um grande poder de comunidade, as empresas começam a se interessar em investir em marketing para ter uma conexão com o público mais jovem”, afirma o coordenador de eSports do time de Free Fire do Corinthians, Brunno Zanini. Nas redes, ele é conhecido como Fornax.

Ex-coordenador do GOD, equipe da locadora de veículos Unidas, Zanini entende que as plataformas de conteúdos como YouTube e Twitch têm sido fundamentais para ascensão e profissionalização dos jogadores. 

“Atualmente, vemos organizações estrangeiras (times) investindo dinheiro no Brasil, como TSM e Team Liquidity. Seja em futebol, estratégia ou MOBA (Multiplayer Online Battle Arena), todo jogo que consegue trazer um cenário de rivalidade e competição interessante já nasce com o abraço da comunidade de eSports”, completa.

M&As e investimentos avançam

De olho na consolidação de um nicho que apresenta potencial para ampliar a oferta de produtos e serviços, as companhias vêm investindo pesado nas aquisições. Em janeiro, a Microsoft anunciou a compra da Activision Blizzard, dona de franquias como “Call of Duty”, “Candy Crush” e “Diablo”, por US$ 68,7 bilhões.

Poucos dias depois, foi a vez da Take-Two-Interactive, de jogos como “Grand Theft Auto” e ” Red Dead Redemption”, fechar acordo para a compra da Zynga, responsável por séries como “FarmVille” e “Words with Friends”, por US$ 12,7 bilhões. Em fevereiro, a Sony anunciou o negócio para incorporar a produtora Bungie, das franquias “Destiny” e “Halo”, por US$ 3,6 bilhões. 

Esses investimentos não estão restritos às empresas de games, mas abrangem players que visam tendências com potencial para revolucionar o mercado e engajar os consumidores. Em 2019, a Apple lançou o seu próprio serviço de jogos, o Apple Arcade. No fim de 2021, foi a vez da Netflix criar a sua vertical para os adeptos da jogatina.

No caso do metaverso, ambiente que mescla as realidades físicas e virtuais, companhias de moda do porte de Nike, Adidas Ralph Lauren, Vans, Gucci e Reserva fazem aportes para explorar novas possibilidades – o que passa pelos jogos. 

O movimento mais recente foi o da Epic Games. Após captar US$ 2 bilhões junto à Sony e à holding dona da Lego, a produtora do game “Fortnite” vai promover a sua parceria com a própria Lego no metaverso. Ao que tudo indica, este é um movimento que só tende a crescer nos próximos anos.

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