“Formar um time forte é uma das barreiras para startups”, diz Casagrande, da BHub

Nesta conversa ele fala da proposta da plataforma de gestão por assinatura para PMEs, dos desafios dos founders e da redução de funding para as startups
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No universo das startups, é comum que empreendedores concentrem seus esforços para levantar capital junto a fundos de investimentos. A entrada de recursos permite desenvolver produtos, adquirir novas tecnologias, testar mais hipóteses, contratar novos colaboradores e atrair clientes. Com esses passos, é possível definir um planejamento para obter uma fatia relevante do segmento de atuação no longo prazo.

No entanto, muitos founders se esquecem do poder do networking junto à comunidade de inovação. Para fomentar novas oportunidades de negócios e a troca de experiências entre empresas e empreendedores, a BHub, plataforma de gestão por assinatura para startups e pequenas e médias empresas (PMEs), lançou o Potato Valley Club (PVC) no final de abril.

A ideia do PVC é construir uma grande comunidade de empresas, fomentar o networking, incentivar o compartilhamento de experiências, a criação de eventos e oportunidades de negócios entre startups e empreendedores.

O nome faz alusão ao Largo da Batata, no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo (SP), conhecido por ser o berço de companhias de tecnologia e espaços de coworking – mesmo espaço da Avenida Faria Lima, centro financeiro da cidade. Além da própria BHub, empresas com uma grande veia empreendedora, como as varejistas Amazon e Shopee, estão instaladas na região. 

Nesta entrevista ao blog da VCRP, Rodrigo Casagrande, community manager da BHub, fala da proposta de fortalecer a comunidade de tecnologia, as barreiras enfrentadas pelos founders e os desafios das startups em meio à redução de funding no mercado. Confira:

Como surgiu a ideia de criar o movimento Potato Valley Club?

Nossa proposta foi levantar questões que são recorrentes entre os empreendedores e buscar novas soluções. Muitas vezes, a jornada do empreendedor é solitária. O Potato Valley Club quer proporcionar um ambiente de crescimento, troca e desenvolvimento a partir das diversas ativações que faremos. Para isso, um dos pilares é ter conteúdos de aplicabilidade prática.

Empreendedores costumam passar por processos de mentoria junto a executivos experientes para estabelecer seus negócios. Quais benefícios o projeto pode trazer para estimular a troca de ideias no setor de venture capital?

Uma comunidade só vai gerar bons resultados e um ambiente de construção se houverem trocas e colaboração. A troca de experiências, através de palestras, mesas redondas, workshops e cursos, é sempre uma alternativa interessante e muito rica. A mentoria é um “next step” nesse ambiente, onde alguém que possui bastante experiência e conhecimento sobre algum tema se dispõe a ajudar outro empreendedor (a) e contribuir nessa jornada.

Para quem já passou por um período desafiador, como o de uma captação, por exemplo, uma nova situação como essa não assusta tanto. Mas, para algumas pessoas, essa situação é algo muito árduo e traz uma série de incertezas. No cenário de uma comunidade, diminuir esses momentos é algo que faz bastante diferença.

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E quais são as principais dificuldades de gestão dos founders?

Os founders passam por diversos desafios e focar em apenas um ponto acaba sendo difícil. Certamente a formação de um time forte e determinado, que reme na mesma direção, é uma das principais barreiras dos empreendedores. Sozinho, é impossível um founder alcançar sucesso na sua jornada, sendo crucial a contribuição e o suporte de um “time olímpico”, como mencionam alguns especialistas.

Pode contar sobre os planos para expandir a presença na América Latina? Os desafios são parecidos aos das empresas brasileiras?

Vemos um movimento forte de entrada de capital na América Latina. O Brasil tem se mostrado como um celeiro de grandes startups e de boas soluções (as startups brasileiras captaram US$ 9,4 bi em 2021, mais de 2,5 vezes o ano anterior). Nesta mesma linha, a alta do juros e a valorização de moedas estrangeiras como o dólar, permite que os “gringos” vejam no nosso país boas oportunidades a um preço acessível.

Temos espaço para expandir nossas operações na América Latina, considerando que as dores e desafios dos empreendedores se mostram muito semelhantes ao redor do mundo: burocracia e excesso de responsabilidades.

A BHub entra exatamente nesse cenário, apoiando e sendo o braço direito do empreendedor, para que ele tenha atenção no que realmente importa. Com um pouco mais de tempo e fôlego, as empresas conseguem focar mais nos clientes, nos produtos, serviços e processos.

Há mais dinheiro para as startups no mercado. Entretanto, os fundos começam a ser mais seletivos nas rodadas e valuations das empresas. Acredita que as startups vão precisar mostrar ainda mais que seus modelos de negócios são viáveis?

Sem dúvidas. O mercado tem mostrado bastante apetite. Mas, ao mesmo tempo, tem sido muito mais seletivo e cuidadoso nas investidas que pretende fazer. Nesta mesma linha, alguns dados mostram essa situação. Após 12 meses consecutivos, as startups na América Latina não captaram o montante de R$ 1 bi, valor este que não foi atingido em março (segundo a plataforma Sling Hub, US$ 934 mi foram levantados pelas startups latino-americanas, recuo de 15% sobre março de 2020). 

Diversos veículos de VCs têm concentrado mais os seus cheques, colocando “mais ovos na mesma cesta”. O mercado continua demonstrando força e sinais de que deve continuar. Mas uma luz amarela se acende para que o empreendedor cuide, de fato, do seu caixa, pense com cuidados os próximos passos e seja estratégico em seus movimentos, como se estivéssemos todos em um grande tabuleiro de xadrez.

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