“Escuta ativa e muita empatia” – A cultura da VCRP pela COO Ludmilla Amaral

Em 4 anos de VCRP Brasil, conseguimos criar uma cultura interna que preza por entender as dores dos clientes e dos colaboradores. Conheça a CEO da VCRP Press, Ludmilla Amaral

No mês passado comemoramos o nosso aniversário de 4 anos com uma entrevista com Vinícius Cordoni, CEO da VCRP Brasil. Dando continuidade a essa série de entrevistas com os sócios, vamos conhecer a CEO da VCRP Press e COO do Grupo VCRP Brasil: Ludmilla Amaral.

Jornalista e assessora de imprensa, já passou por diversos lugares ao longo da sua carreira. “Cheguei a ser chamada para trabalhar em uma revista por meio de um post no Instagram”, conta.

Nessa entrevista, você vai conhecer o início dessa caminhada, como enxerga o mercado de PR, o convite para se unir a VCRP e o que planeja para o futuro do grupo. Se liga só!

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Conta um pouco sobre a sua trajetória, pelos lugares que passou e como essa jornada te trouxe até a VCRP.

Me formei em jornalismo pela Mackenzie e sonhava em ser repórter, mas comecei estagiando como assessora de imprensa. Não era muito bem paga, então tinha que me virar, por isso também trabalhava em um buffet infantil para complementar a renda. Logo que me formei consegui uma oportunidade no Estadão, onde escrevia para a coluna “Divirta-se” e foi super legal. Também trabalhei em uma revista de moda e em um jornal chamado Folha de Alphaville, onde cobria diversas editorias e foi uma grande experiência para mim. 

Fazia muitos posts no instagram sobre o meu trabalho e das coberturas, até que um editor de política da IstoÉ começou a me seguir e me chamou para uma entrevista. Entrei lá e fiquei por 3 anos. 

Uma amiga tinha uma agência de comunicação e me chamou para ser coordenadora de Relações Públicas de lá. Trabalhei com GetNinjas, fiz lançamento da Rappi no Brasil e Méliuz, dentre outros. Até que fui chamada para ser líder de PR na Creditas. Foi um enorme desafio, mas foi lá que nasceu a vontade de empreender. Já estava sendo bem reconhecida no mercado pelo meu trabalho, com empresas me chamando para fazer serviços internos e, em determinado momento, vi que era chegada a hora. Meu marido chegou para mim e disse “Lud, você é ótima no que faz. Seu nome está em alta. Então é agora que você tem que aproveitar”.

E como foi o convite do Vini para se juntar ao projeto?

Ainda estava na Creditas quando o conheci e vi que ele tinha aberto a sua própria agência, que na época se chamava “Vinícius Cordoni Relações Públicas”. Eu já trocava várias ideias com ele, até que um dia o chamei para tomar um café e contei da minha vontade de sair da Creditas, que queria abrir o meu próprio negócio e pedir uma dicas, entender o que ele fez para abrir, quanto gastou, enfim…

A resposta dele foi algo como “Não, pelo amor de Deus! Não quero você como minha concorrente de jeito nenhum! Vem ser minha sócia porque eu preciso muito de alguém que olhe mais para a operação. A gente pode agregar muito um ao outro”.

E foi assim que, em março de 2020,vim pra cá e tenho muito orgulho dessa decisão.Quando cheguei éramos apenas 12 pessoas e nem tínhamos coordenador. Desde então a gente construiu muita coisa, chegando – só na VCRP Press – a 40 colaboradores e 70 clientes. Quando olho para trás e vejo todas as decisões que tomei e o quanto cresci e fiz crescer a VCRP, isso me deixa muito feliz.

E como nasceu a VCRP Press? Qual foi a estratégia para a criação desse braço? 

A verdade é que de certo modo, sempre trabalhamos como assessores de imprensa. No início não tínhamos os braços que temos hoje e fazíamos da maneira mais tradicional. Um dia, durante uma conversa, a Paula Bezerra, que trabalhou comigo na IstoÉ, na Creditas e era editora chefe na CNN me falou que estava um pouco cansada de trabalhar em veículos de comunicação e que queria abrir o seu próprio negócio. Na mesma hora eu pensei “Cara, o convite que o Vini fez pra mim, vou fazer pra ela!”.

Comentei que só oferecíamos assessoria de imprensa, mas que queríamos construir muito mais. Nós começamos a montar as verticais, pensar em cada um desses braços que hoje nós conhecemos bem. A Renata Victal já era diretora de assessoria e possui uma experiência muito rica em comunicação e sempre falava que a gente devia investir em marketing digital e redes sociais. E assim, comigo, Vini, Renata e com a Paulinha criamos a VCRP Press, VCRP Tech e VCRP Studio, em conjunto com todo o rebranding da marca, que hoje se chama VCRP Brasil.

E foi muito difícil no início?

Todo começo é complicado, mas talvez a principal dificuldade tenha sido não contarmos com uma organização de processos muito bem estruturada. O Vini ficava mais na rua para atrair clientes e essa parte organizacional ficou comigo. Quando consegui isso, senti que passamos a entregar mais qualidade de serviço para os nossos clientes. 

Nesses 4 anos de VCRP Press aprendi que a gente está sempre trocando o pneu com o carro em movimento. Cada trimestre pensamos e buscamos estratégias diferentes para crescermos de forma sustentável.

Com a sua experiência, o que você acha do papel do PR no mercado? 

O PR tem um dos papéis mais importantes dentro de uma empresa. E não se trata apenas de construir e divulgar uma marca, mas de protegê-la. Algumas companhias e startups querem começar a trazer leads investindo em marketing de performance, pois assim você alcança uma base muito maior. Isso pode até surtir algum efeito no curto prazo, mas se fizer isso sem construir uma narrativa de credibilidade e confiabilidade da sua marca, por meio de uma boa estratégia de PR, não tem como crescer tanto quanto poderia.

O PR não é oficialmente um gerador de leads, mas com estratégia, constância, um branding awareness forte, proteção diante de crises e um bom conhecimento dos stakeholders, sejam B2B ou B2C, ele vai levar a marca a outro patamar.  

E o que faz a VCRP Press ser diferente?

Acho que nós nos preocupamos muito em ouvir as dores dos clientes. A gente monta um time sempre pensando no fit que essas pessoas terão com os clientes. Somos pessoas que lidam com outras pessoas, então queremos escutar e atender essas necessidades. E se nesse processo houver falhas, pois somos passíveis de erros, mudamos a rota e tentamos outro caminho.

Nós fazemos NPS a cada trimestre justamente para conhecer a dor desse cliente, e não para divulgar bons números no mercado. Acho que no fim o nosso maior trunfo seja esse: nós temos como prioridade escutar o que os clientes têm para nos dizer e, assim, entregarmos as melhores soluções.

A VCRP tem como característica atuar em áreas distintas como branded content, PR, Social Media, além do recém anunciado VCRP Bank. Como você vê esse universo se desenvolvendo e crescendo?

O mundo está mudando e cada vez mais rápido, e a gente precisa acompanhar isso. Os empreendedores mais bem sucedidos são aqueles que não dormiram no ponto e estão sempre buscando por novas soluções, seja para os clientes, talentos ou até para os concorrentes.

A VCRP tem uma grande inquietação por buscar soluções e isso acontece quando a gente está com um cliente e entende que muitas vezes a necessidade dele não está no serviço que eu estou prestando naquele momento. E se eu não tenho esse serviço, porque não posso criá-lo aqui mesmo, dentro de casa, e entregá-lo com a expertise e know-how que já temos?

Existe um termo que muitas startups usam que é o customer experience, e acho que é isso que estamos desenvolvendo. Queremos entregar o que o cliente precisa, seja o que for e como for. A ideia sempre foi fazer com que olhem pra gente e pensem “a VCRP vai me ajudar”.

Todos já fomos jovens universitários, e sabemos o quão difícil é encontrar um lugar ao sol no mercado. Para você, tem algum significado especial o projeto de abertura de vagas de estágio na VCRP?

Nós já vínhamos pensando nisso a algum tempo e ver esse projeto começar a ser concretizado, é um sonho realizado. Esse programa de estágio veio de uma conversa com a Stefani Paraíso, que é a nossa colaboradora aqui na VCRP. Ela estava falando sobre a importância de termos o apoio de estagiários e de também olhar com mais carinho para essas pessoas que ainda não têm a experiência. 

A gente quer desenvolver esse pessoal aqui dentro, porque temos um time ótimo, que veste a camisa, que quer fazer acontecer e crescer junto com a VCRP e está disposto a pegar na mão desses estagiários e mostrar, na prática, o que aprenderam apenas em sala de aula.

E eu não quero saber a experiência anterior deles, porque o que interessa é a força de vontade de aprender com a gente. Treiná-los por meio do nosso fit cultural, para que entendam o nosso jeito de fazer as coisas e, assim, efetivar esses talentos. Claro que fomos muito responsáveis nessa empreitada, por isso conversamos com os times de people e financeiro, para vermos a disponibilidade desse projeto, quantos poderíamos contratar, além de oferecer uma bolsa auxílio que considerássemos justa. 

Esse projeto tem que ser bom pra todo mundo. Então, sem dúvida alguma, eu estou muito alegre em termos esse primeiro programa de estágio aqui na VCRP.

Como disse o profeta: gentileza gera gentileza. Como foi pensada essa cultura mais humanizada na VCRP Brasil? 

Quando cheguei não havia uma cultura interna estruturada, e o Vini me deu muita autonomia para construir e criar como eu acreditava que seria o melhor. Essas skills diferentes entre o Vini e eu foram fundamentais, pois eu só pude olhar para a dentro da empresa com tempo e dedicação que precisava, porque eu sabia que meu sócio estaria na outra ponta olhando para o comercial do negócio. Então, tentei trazer essa cultura de outras experiências. Na verdade, tudo foi acontecendo de forma muito orgânica, ou seja, eu tentava olhar com mais atenção para determinadas coisas. Existe algo chamado escuta ativa e isso é algo que eu tento trazer ao máximo pra dentro da VCRP. Lembro que quando cheguei, apesar de serem apenas 12 pessoas no time, chamei todos os colaboradores para um one a one, pois queria entender as suas dores. Também fiz uma pesquisa para recalibrar os salários, pois quero que as pessoas que trabalham comigo tenham melhores condições. 

Outra coisa importante é saber como crescer aqui dentro e ver quem está pronto para o próximo passo. Por isso desenvolvemos o PDI (Plano de Desenvolvimento Individual), uma estratégia fundamental, já que crescer profissionalmente também é realizar sonhos individuais. A cultura da VCRP foi construída com escuta ativa mas, também, com muita empatia e isso nos transformou em um período muito específico, que foi a pandemia. 

Acho que durante essa fase a nossa cultura mostrou o seu maior valor, por isso eu dedico todo o nosso crescimento em 2020 aos times que, apesar do momento delicado que vivenciamos, estavam felizes em entregar resultados incríveis aos nossos clientes.

Você acha que essa cultura interna reflete no modo como tratamos os clientes?

Acho que esse tratamento entre nós, feito aqui internamente, reverbera em todos os âmbitos da nossa vida. Eu vou repetir: somos uma empresa feita de pessoas que trabalham diretamente com outras. A escuta ativa e a empatia são complementares e, sem elas, não tem como você entregar nada para ninguém.

Um clichê básico para finalizarmos: e o futuro da VCRP Brasil?

Acho que ainda temos um mar para navegar. Desde o início o Vini sempre acreditou em mim e nossa parceria tem sido incrível desde então. Os quatro sócios têm skills muito diferentes e, ao mesmo tempo, complementares. Acredito que o nosso futuro será continuar ajudando nossos clientes, sermos uma “business helper” como o Vini costuma dizer, só que de outras maneiras.

Então o futuro da VCRP Brasil vai ser o de continuar oferecendo soluções aos nossos clientes, mas não sei te dizer de que maneiras. Quais serão os serviços e produtos necessários para eles no futuro? 

Eu só garanto uma coisa: que independente do que seja, a gente vai continuar se adaptando às mudanças que vierem.

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