Entenda os próximos passos da implementação do Open Banking

Segunda fase acontece no dia 13 de agosto, com o compartilhamento de dados cadastrais e transacionais de clientes, mediante autorização
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À medida que a tecnologia avança, o setor financeiro segue o mesmo caminho. A discussão do momento envolve o Open Banking que entra em sua segunda fase de implementação no Brasil no dia 13 de agosto, após ter o início adiado pelo Banco Central, para que as instituições conseguissem finalizar a etapa de testes. A partir desta data, os clientes já poderão autorizar o compartilhamento de suas informações para finalidades determinadas. 

Esse modelo de sistema bancário aberto teve sua primeira etapa concluída em fevereiro, ao permitir que as instituições financeiras disponibilizassem publicamente e de forma transparente todos os detalhes de seus produtos e serviços.

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O Open Banking passará, ainda em 2021, por mais duas fases. Em 30 de agosto, o Banco Central (BC) deve inaugurar a possibilidade de transações fora do ambiente bancário, via PIX. E o dia 15 de dezembro deve marcar o início da expansão da tecnologia para serviços mais complexos, com centenas de instituições financeiras, entre as tradicionais e digitais. 

Todo o processo de abertura de dados envolve a autorização do cliente, que deve ser o mais interessado em obter melhores produtos e serviços financeiros, de acordo com o seu perfil bancário. A ideia é que o Open Banking permita que o próprio consumidor escolha o melhor banco, os melhores produtos e, claro, as melhores taxas.

Trata-se de um modelo que já existe em diversos países no mundo, com alta adesão da população. No Reino Unido, por exemplo, onde a tecnologia existe desde 2018, mais de 3 milhões de pessoas já usam o serviço, segundo relatório da Entidade de Implementação do Banco Aberto (OBIE, na sigla em inglês). 

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Por meio do Open Banking, o BC espera fomentar a competitividade entre as empresas, beneficiando o consumidor final com a democratização de serviços e o surgimento de soluções mais personalizadas. O ecossistema financeiro como um todo também ganhará com mais inovação, maior competitividade e com a racionalização de processos.

Open Finance

Outro termo que tem ganhado destaque é o Open Finance, que significa “finanças abertas”. Ele se refere à ampliação da tecnologia do Open Banking para serviços mais robustos, como operações cambiais, investimentos, seguros e previdência privada — prevista para a quarta fase de implementação, como ilustrado no quadro acima. 

Marcelo Martins, diretor da Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs), que participou, inclusive, da implantação do PIX, explica que esse sistema muda a ideia de funcionamento dos bancos, que antes tinham exclusividade sobre as informações dos clientes. “Agora, os dados não são mais das instituições financeiras, e sim do usuário. É ele quem vai decidir o que fazer com aquelas informações e onde, ampliando a competitividade [entre empresas] e a experiência do consumidor”.

O objetivo do Open Finance continua o trabalho feito com o Open Banking, mas incluindo outros setores e aumentando a concorrência também nas outras áreas. Participarão deste estágio de expansão, por exemplo, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e a Superintendência de Seguros Privados (Susep). Vale ressaltar também que todo o sistema será gratuito para o consumidor e com base na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

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