Criptomoedas como reserva de valor: flutuações de curto prazo escondem solidez

Com as incertezas que rondam o mercado brasileiro, as criptomoedas se tornam uma modalidade de investimento a longo prazo
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Não é incomum ler notícias sobre criptomoedas atingindo máximas históricas. Só em agosto de 2021, o bitcoin (mais famoso ativo digital), completou duas semanas de alta, chegando a ser negociada a US$ 45 mil. 

Com a crescente no mercado de criptomoedas, esses ativos começam a se tornar uma modalidade cada vez mais válida de investimentos, com muitos encarando as moedas digitais como uma nova modalidade de reserva de valor, podendo, inclusive, substituir  ativos como o ouro.

Não à toa, o uso de blockchain para serviços financeiros no Brasil já representa 49,7% segundo o Distrito Dataminer. Já o uso para câmbio da tecnologia representa 28,2% da utilização de blockchain no Brasil. Em julho de 2021, por exemplo, quase R$ 5,5 bilhões foram movimentados só em bitcoin no Brasil em exchanges como a Foxbit e a Alter.

O avanço das criptomoedas no Brasil mostra que os investidores nacionais veem as vantagens que colocam esses ativos em posição especial para se tornarem uma reserva de valor confiável em um mercado com grande potencial de crescimento.

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Mas, por que esse movimento é tão crescente? Para se ter uma ideia, segundo a Research and Markets, o mercado mundial de criptomoedas está estimado em atingir o patamar de US$ 2,15 milhões em 2021 e manter uma taxa de crescimento anual de 19,04% e atingir valor de US$ 5,15 milhões até 2026.

Mais do que potencial de crescimento, as criptomoedas estão caindo na boca do povo, ao passo que esses ativos vão se tornando modalidades de investimentos cada vez mais comuns. Segundo Financial Conduct Authority (FCA), 78% dos adultos consultados em pesquisa dizem já ter escutado falar de criptoativos.

O que também cresceu foi a confiança nestes ativos. O levantamento da FCA mostrou que em 2020, 47% dos entrevistados entendiam criptomoedas como uma aposta. Em 2021, esse percentual diminuiu em 9% e o total de pessoas que detém criptomoedas cresceu de 3,9% para 4,4%, totalizando novos 2,3 milhões de detentores de moedas digitais.

Segundo Zach Pandl, co-head de estratégias globais do Goldman Sachs, criptomoedas como o bitcoin tem potencial de se tornarem amplamente utilizadas por conta de sua segurança, privacidade, transfência e sua capacidade de se tornar uma moeda de troca para futuras gerações. Pandl diz ainda em relatório sobre criptos do Goldman Sachs, que as moedas digitais já devem ser vistas por investidores como um ativo macro, como o ouro.

“Ouro é uma commodity que funciona como dinheiro e se comporta como câmbio. O bitcoin trabalha exatamente assim”, diz Pandl, no report. “O bitcoin está passando por uma fase de aceitação social e seus retornos vão depender do quanto a sociedade vai incorporar esse ativo.”

Se a sociedade precisa aceitar as criptomoedas para que elas se tornem uma modalidade de investimento sólida, o Brasil começa a dar mostras de que está entendendo as vantagens das moedas digitais.

O crescimento das criptomoedas no Brasil pode ser visto no aumento das transações de bitcoin no país. Maio foi o mês de maior movimentação de bitcoins no país em 2020, com 43.244 BTC negociados no período. Porém, a comparação com maio de 2021 revela um crescimento de 22% nas transações de BTC, segundo a Coin Trade Monitor.

Não se assuste com as variações (o curto prazo pode confundir)

Uma das grandes vantagens dos ativos digitais é não sofrer com flutuações causadas pelo cenário externo. Um exemplo disso pode ser visto na bolsa de valores do Brasil, que historicamente apresenta bons resultados em ciclos de alta das commodities, mas que mesmo vivendo essa situação atualmente, não consegue obter bons resultados por conta das incertezas políticas que afetam o país.

Isso não quer dizer que as criptomoedas não sofram alterações por motivos externos – vide o caso de Elon Musk, que vendeu grande parte das posições da Tesla em bitcoin, causando forte baixa no ativo. 

Apesar desses casos, as criptomoedas vem se provando com o tempo como mostra a imagem abaixo, que traz o rendimento de quatro das principais moedas digitais do mundo nos últimos quatro anos. Mesmo com as grandes variações de curto prazo que costumam virar notícias, os acumulados mostram a solidez dos ativos.

O limite das criptomoedas

Outro ponto importante para escolher qual cripto investir é ficar atento quanto a escassez da moeda. Mesmo sendo digitais, alguns criptoativos têm limites impostos pelos próprios algoritmos para manter a limitação de unidades, o bitcoin, por exemplo, tem limite de 21 milhões, o que garante que ele não vai sofrer de processos inflacionários.

Já outros ativos, como o Ethereum, não tem limitação de unidades. Nesse caso é preciso avaliar a capitalização do ativo, calculado pelo preço da moeda vezes o volume transacionado. Se o resultado da conta for alto é porque há um bom número de pessoas transacionando a moeda a preços equilibrados no mercado.

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