Como os aplicativos de trabalho cresceram durante a pandemia

Com o home office instaurado no mundo todo, coube aos serviços digitais fazer a intermediação entre os colaboradores
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O último dia 4 de outubro foi de terror para o Facebook. Tanto sua principal rede social, quanto Instagram e Whatsapp ficaram fora do ar por sete horas. A pane foi causada por um problema de manutenção interna e impactou o mundo inteiro.

Para além da empresa, que viu suas ações despencarem, milhares de pessoas ao redor do planeta sofreram com a queda dos serviços e foram até mesmo impedidas de trabalhar. Quem usava o WhatsApp para fazer negócios, perdeu dinheiro, assim como pessoas que usam o Facebook e Instagram para vendas.

Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), a falta do Whatsapp fez com que o setor perdesse cerca de R$ 25 milhões. Não foram contabilizados outros setores, como serviços e comércio, que também usam as redes sociais de Zuckerberg no dia a dia.

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Mas, ao mesmo tempo em que a queda desses serviços afetou muitos dos que deles dependiam para se comunicar, para outros, o efeito não foi assim tão nocivo. Isso porque a maioria dos apps de trabalho continuaram funcionando normalmente.

Conheça um pouco mais sobre alguns deles:

Slack

Em dezembro de 2020, a empresa americana de e-commerce Salesforce realizou a maior aquisição de sua história ao desembolsar US$ 27 bilhões para a compra do Slack, software de serviço que ganhou força na quarentena. O aplicativo já vinha em trajetória vertiginosa desde seu lançamento, em 2013, atingindo seu primeiro milhão em valuation em 2015, e US$ 4 milhões em 2016.

O Slack marca presença em grandes empresas desde 2019, quando 77% das companhias da lista Fortune 100 passaram a usar o app. Tudo por conta de uma campanha de marketing baseada no boca a boca e graças a seu fundador, Stewart Butterfield, o também criador do Flickr, que já tinha contatos no mercado.

Porém, mesmo com um ano histórico, em que a empresa viu sua receita crescer 43%, a ferramenta ganhou forte concorrência e chegou a perder seu maior cliente: no início de 2020, a IBM anunciou que sua plataforma de trabalho remoto oficial seria o Microsoft Teams. E foi dessa forma que, do dia para a noite, o Slack perdeu 330 mil usuários ativos.

Microsoft Teams

Você já deve ter usado ou ao menos ouviu falar no Skype. O aplicativo foi o primeiro a revolucionar a comunicação digital, oferecendo serviço de ligações a distância sem custo. 

Em 2011, porém, ele foi comprado pela Microsoft, que tem deixado a famosa plataforma de lado para focar em seu novo produto, o Teams, que, lançado em 2017, oferece em um único lugar, todas as ferramentas necessárias para o home office.

Em novembro de 2019, o aplicativo contava com 20 milhões de usuários. O número saltou para 75 milhões em abril de 2020 e atualmente tem uma média diária de 145 milhões. Grande parte desse volume veio de instituições de ensino. Segundo a Microsoft, mais de 183 mil entidades ligadas à educação estão usando o aplicativo. 

Google Meet

O Google Meet foi um desses casos de planos alterados por conta da pandemia. A plataforma foi lançada em 2017, como parte de um pacote pago de serviços para empresas, o G Suite. Porém, ao ver o crescimento de rivais como Teams e Zoom, a empresa do Vale do Silício resolveu abrir para o público geral seu serviço de videochamadas e viu crescer em 300% o número de usuários entre janeiro e abril de 2020.

O problema foi ajustar a escala de seu serviço. Em publicação no blog do Google, funcionários envolvidos no desenvolvimento do app explicaram que a única maneira de dar conta de todo o tráfego extra causado pela pandemia foi por conta da capilaridade de servidores da empresa e o fuso horário, que possibilitou o remanejamento do fluxo de países para servidores que normalmente não operam naqueles locais.

Agora, o Meet busca incluir novas funcionalidades para manter os novos usuários. Um dos problemas diagnosticados pelo Google foi a fadiga de calls, com pessoas que relataram cansaço depois de videochamadas consecutivas. 

A empresa identificou que muito desse problema vem de olhar para o próprio rosto por horas a fio e propôs uma solução: vai implementar a possibilidade de diminuir ou até mesmo retirar da sua tela a janela que mostra o que sua câmera está transmitindo.

Zoom

O Zoom foi criado para ser uma plataforma business to business (B2B), porém, nos últimos meses, se tornou uma ferramenta para reuniões, happy hours, festas, jogos e todo outro tipo de encontro virtual. O resultado foi um crescimento no número de chamadas diárias, que passou de 10 milhões, em dezembro de 2019, para 200 milhões, em abril de 2020. 

Os números apenas adicionaram à trajetória de alta da empresa, que em dois anos tem crescimento acumulado de 732%.

Mesmo com o retorno ao trabalho presencial em alguns países, os resultados do Zoom em 2021 mostram que eles estão conseguindo reter boa parte do fluxo de usuários que migraram para a plataforma com a pandemia, fechando o segundo trimestre de 2021 com arrecadação acima de US$ 1 bilhão pela primeira vez na história da companhia.

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