Com o Pix, inclusão e barateamento do sistema financeiro entram na pauta do BC; entenda

Meio instantâneo de pagamentos completou um ano com R$ 583,5 bi movimentados por mês e a inclusão de 45,6 mi de desbancarizados
Compartilhar no facebook
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no twitter
Compartilhar no email

Em meados de novembro, o Pix completou seu primeiro ano de vigência e trouxe avanços significativos para o sistema financeiro. Primeiro, o modelo passou a oferecer às pessoas físicas a possibilidade de fazer transferências sem taxas – algo que começou com as fintechs – e a vantagem de ter o dinheiro na conta em questão de segundos. 

Por outro lado, mesmo com a cobrança autorizada, pelo Banco Central, do pagamento instantâneo para pessoas jurídicas, muitos players não o fazem. Além disso, as pequenas e médias empresas ainda conseguem escapar da incidência de TEDs e DOCs ou das taxas cobradas pelas maquininhas de cartões. 

Assine a newsletter da VCRP Brasil

Os empreendedores podem, ainda, disponibilizar um QR Code como uma alternativa aos boletos na hora de fechar a compra, com a possibilidade de operar em qualquer dia da semana e enviar notificações sobre a conclusão de uma transação, o que torna o ambiente mais seguro.

“O Pix foi criado com um conjunto de funcionalidades que viabilizou, desde o início de sua operação, a realização de pagamentos de forma prática, segura, instantânea e a um custo baixo”, afirmou o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, durante o “(R)evolução Pix”, evento que celebrou o aniversário de um ano do sistema.

E quais as evoluções nos últimos 12 meses?

Com todas essas facilidades, o meio instantâneo de pagamentos soma mais de 348 milhões de chaves cadastradas em 12 meses, sendo 334 milhões de pessoas físicas e mais de 14 milhões de empresas, de acordo com dados do Banco Central. Em outubro, a ferramenta atingiu mais de 1,2 bilhão em transações e movimentou um volume de R$ 583,5 bilhões, ante os R$ 30 bilhões em novembro de 2020 (seu mês inicial), expansão de impressionantes 1.843%.

Leia também: Como os aplicativos de trabalho cresceram durante a pandemia
O que esperar da economia brasileira para os próximos meses?

Os ganhos são diversos. Em um país formado por uma população de 213,8 milhões de habitantes, segundo o IBGE, 104,4 milhões de pessoas já utilizaram o Pix. O novo modelo ataca, também, um problema antigo do sistema financeiro nacional: em um ano, o BC calcula que 45,6 milhões de indivíduos foram incluídos no sistema de pagamentos – os chamados desbancarizados, aqueles que não possuem contas em bancos. 

Outro material que expõe a importância do Pix é um estudo do Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) para mensurar o impacto da pandemia de Covid-19 sobre os pequenos negócios. As informações, divulgadas em outubro, mostram que 77% das pequenas empresas já utilizam a ferramenta. Entre esses empresários, as perdas durante o isolamento foram menores (33%) do que aqueles que não utilizam o mecanismo (44%).

“A pandemia forçou os pequenos negócios a se digitalizarem e se tornarem mais abertos às inovações. O Pix foi muito bem adotado pelos microempreendedores e micro e pequenas empresas, principalmente pelos negócios mais simples e em localidades de difícil acesso”, afirmou o presidente do Sebrae, Carlos Melles. 

Potencial de crescimento

Por todos esses aspectos, o Pix aparece em terceiro lugar (11%) nas preferências dos consumidores brasileiros, atrás apenas do cartão de crédito e do boleto bancário (15%), em levantamento das consultorias MRM Commerce e a MindMiners junto a mil consumidores do país. Mas já ultrapassou, por exemplo, o cartão de crédito (que tem 8%). 

Leia também: O campo vai à bolsa: empresas de agronegócio começam a entrar na B3

Para dar mais segurança ao meio de pagamentos instantâneos, a autoridade monetária anunciou a criação do Mecanismo Especial de Devolução. Lançada em 16 de novembro, a ferramenta estabelece que a instituição financeira pode exercer a devolução de valores ao pagador, em casos de fraude ou falha operacional nas transações. 

No evento de um ano do sistema, uma fala do presidente do Banco Central chamou a atenção dos presentes: “O Pix, apesar de já ter alcançado um uso expressivo pela população, certamente ainda não atingiu todo seu potencial”. Campos Neto se referia não só a tecnologias como o QR Code, mas também ao Pix Saque e ao Pix Troco, que passam a vigorar a partir da próxima segunda-feira (29). 

No primeiro caso, o cliente poderá se dirigir a uma loja de departamento, por exemplo, enviar um Pix ao estabelecimento e receber o dinheiro em uma das redes de caixas 24 horas ou por meio dos terminais próprios dos participantes do sistema. No segundo caso, ao se dirigir a uma padaria, por exemplo, e fazer uma compra de R$ 20, o consumidor pode enviar R$ 30 e receber R$ 10 de troco. Dessa forma, o BC espera ampliar o serviço de saque para além de caixas eletrônicos, como para negócios das redes food service, supermercados e varejistas. 

“O propósito do BC é aumentar a capilaridade de pontos de retirada de recursos em espécie aos usuários finais do Pix, além de promover o aumento da eficiência nos serviços de saque por meio da redução de custos e de melhorias nas condições de oferta e de precificação”, diz o diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central, João Manoel Pinho de Mello.    

Open Finance

No futuro, o Banco Central pretende viabilizar o pagamento off-line e fazer a interligação com outros sistemas de pagamentos instantâneos, inclusive com outros países (já pensou viajar e pagar direto do Brasil?).

Nesta tarefa, um importante aliado será o Open Finance. Até então nomeado como Open Banking, esse fez as seguintes modificações: 1) instituições financeiras passaram a disponibilizar, de forma padronizada, os canais de atendimentos e produtos aos consumidores, como operações de crédito, tarifas e tipos de cartões; 2) a alternativa para os clientes solicitarem o compartilhamento de seus dados entre as instituições, como as transações, cartões de crédito e produtos contratados; 3) e a integração e o compartilhamento de dados de transferências via Pix, bem como utilizar o meio instantâneo de pagamentos fora do internet banking do seu banco.

Na etapa 4), onde o sistema passa do Open Banking para o Open Finance, os clientes poderão compartilhar suas informações não só com os bancos, como também com seguradoras, corretoras, gestoras de investimentos, fintechs e demais instituições financeiras. Dessa forma, o cliente poderá comparar e escolher as melhores condições, por exemplo, para taxas de câmbio, de ativos financeiros, seguros e previdência. 

Apesar dos inúmeros gargalos, o sistema financeiro caminha para ser mais eficiente e inclusivo.

_Mais para explorar

_Seja Parceiro

Quer bater um papo e conhecer os cases da agência de forma detalhada? Topa um café? Basta ligar no telefone abaixo ou nos enviar um email pelo formulário ao lado!

Telefone: +55 11 96899-2389

Desenvolvido por TRIWI MARKETING DIGITAL com 💜 e  ☕
Todos os Direitos Reservados à VCRP Brasil®